Qualquer coisa é a mesma coisa
Essa é a minha voz, é minha vez que diz. Há tanta secura no agreste, que dá dó e peste de tanto esperar. Ah, essa chuva que não chega para encher de esperança esse meu coração. As manhãs são de cetim e as noites de sertão. Parece que só eu sei o que falta. Não é suprimento, nem o perecível. O que não da pé é a tua mão que às vezes não me salva e me afoga em sonhos paralelos. Só queria inundar o meu peito de vida e vontade de ser, fielmente, o que um dia sonhei em dividir, como bloquinhos de madeira esperando construção.
Um comentário:
Se qualquer coisa fosse a mesma coisa, você seria igual aos bichos que te picam.
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