15 de janeiro de 2008

Em Pausa

Eu quero ficar perto do teu lado deserto/ Saber se há amor ou conspiração/ Eu quero bem de perto ter o teu lado aberto/ Encher o nosso frasco com nova fração/ Não quero ser discreta/ Mais um pouco alerta/ Para os sinais coloridos da tua visão/ Se for de Deus eu creio não ter sinal vermelho/ Que bloqueie até o fim o teu corpo são/ A minha mente gira rápida como a lira/ Que corre apressada demarcando o chão/ O teu lado é escondido, manchado e perdido/ Mas faz vibrar as cordas do meu violão/ Não sei se é correto pedir o céu aberto para ver as estrelas daqui desse colchão/ O teu copo é meio cheio/ Rachado bem no meio/ Marca d'água sem receio quase feita à mão/Só peço a quem não veio, ao menos mais conflito para instigar um pouco o teu coração/ O amor escorre aos litros/ Durante o teu cochilo/ Derramo água em forma de declaração/ Agora eu me despeço/ Despedaçando os versos/ Que o meu travesseiro absorveu dessa canção.

Um comentário:

Caio Lumazzini disse...

Que bonito, Julia Almeida.
Você quem fez?